10 janeiro, 2006

Entrevista com o Ten. Cel. Rogério Gomes da Costa



“Meu desejo é que Ponta Porã se torne uma cidade cada vez melhor"





Nosso entrevistado é o Comandante do 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado Marechal Dutra, o Ten. Cel. ROGÉRIO GOMES DA COSTA carioca, 44 anos de idade, dos quais 27 anos dedicados ao Exercito Brasileiro.Com curriculum vasto em cursos militares tais como: Formação de Oficiais da Arma de Cavalaria – Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN); Aperfeiçoamento de Oficiais da Arma de Cavalaria – Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO); Cursos de Altos Estudos Militares – Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME); e Curso de Operações na Selva – Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), além de mestrado em Ciências Militares.O Ten Cel Rogério já exerceu funções no Brasil e no exterior, foi Ajudante de Ordens do Vice-Presidente da República Marco Maciel, no período de 1995 a 2001; Observador Militar na Missão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP); Instrutor do Curso de Cavalaria da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende – RJ; Oficial de Inteligência do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, Regimento Dragões da Independência, Brasília – DF, Comandante de Esquadrão e Oficial de Operações no 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado na cidade gaúcha de Uruguaiana – RS; Comandante de Esquadrão de Carros de Combate no 20º Regimento de Cavalaria Blindado em Campo Grande – MS; Oficial de Pessoal, de Inteligência, de Operações e Subalterno no 3º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, Brasília – DF; e Oficial Subalterno do 11º Regimento de Cavalaria, Ponta Porã – MS.O Comandante do “ONZE” nos recebeu num clima amistoso próprio da sua personalidade, haja vista que com poucos minutos de conversa se percebe o porquê de tantas condecorações, dentre elas a Medalha do Pacificador e a Medalha Soldado da Paz.Ainda estava em Brasília servindo como Ajudante de Ordens do então Vice-Presidente Marco Maciel, Em 2001, quando de Major foi promovido por merecimento a Tenente Coronel.Coronel Rogério guarda estreito relacionamento com Marco Maciel que atualmente é Senador da República pelo estado de Pernambuco. “Tive a honra de subir a rampa do Palácio do Planalto por duas vezes, a primeira em 1995 na posse do Presidente Fernando Henrique Cardoso e na sua reeleição em 1999”Nesse período o Comandante participou da Comitiva Presidencial acompanhando o Vice-Presidente para vários países, tais como o Japão, Estados Unidos e África do Sul. “Sempre acompanhei o Vice-Presidente em todas as viagens, fato que me trouxe enriquecimento cultural e profissional além de grande experiência política, sendo que até hoje mantemos contato,trocamos correspondência, Marco Maciel é uma pessoa pela qual nutro imenso respeito e admiração. Ele é um dos grandes ícones da política brasileiraO Comandante foi condecorado com além das já citadas, também as medalhas de Ordem Mérito Forças Armadas, grau de Cavaleiro; Ordem do Rio Branco, grau de Cavaleiro; Medalha Militar de Prata; Medalha da vitória, Medalha do Jubileu de Ouro da Vitória; Medalha Sangue dos Heróis; Medalha Marechal Machado Lopes e Estrela Militar das Forças Armadas do Equador.Ainda quando Major, o Cel. Rogério participou de rica experiência na selva amazônica quando atuou como observador militar da MOMEP, também esteve no Equador de janeiro a setembro de 1997.A MOMEP (Missão de Observadores Militares Equador Peru) criada em 1995 que tinha como objetivo solucionar o conflito fronteiriço entre Peru e Equador.Tendo iniciado suas atividades em 10 de março de 1995, com o conflito militar de 1995, Equador e Peru aceitaram a mediação oferecida pelos países garantes do Protocolo do Rio de Janeiro de 1942. Assim foi assinada a “Declaração de Paz do Itamaraty”, em Brasília. A forma de solucionar o conflito entre Peru e Equador seria consolidando o acordo de cessar fogo e evitar novas confrontações. Para tal ficou acordado o envio de uma Missão de Observadores Militares formada por pessoal da Argentina, do Brasil, do Chile e dos Estados Unidos. Todos sob a Coordenação Geral dos militares brasileiros. A escolha do Observador se deu através de critérios rígidos, levando-se em consideração, principalmente, o perfil do militar.Foi escolhido para a participar como Ajudante de Ordens da Presidência da República através do Ministro do Exército, no período em que esteve no Equador (janeiro a setembro/97) o cargo permaneceu desocupado até o seu retorno a pedido da Vice-Presidência.Ao contrário do que muitos pensam, o Ajudante de Ordens não é uma espécie de segurança, pelo contrário, é um assessor, alguém responsável pela agenda da autoridade.Perguntamos se ele esta se adaptando em Ponta Porã, respondeu que: “Claro que sim, já servi como tenente em Ponta Porã.Sim, ele já passou por aqui antes foi quando conheceu a bela pontaporanense Heloisa Helena, com quem veio a casar-se em 1988. Da união nasceu o filho Heleno Rodrigues Maffucci Gomes da Costa que cursará o 2º ano do Ensino Médio no próximo ano.Perguntamos também sobre D. Heloisa Helena, e como a conheceu, o Ten. Cel. Rogério suspirou e não hesitou em responder que: “servia como tenente aqui em Ponta Porã, quando conheci Heloisa, namoramos durante três anos. Heloisa é fantástica, compreensiva e sempre me dá apoio em tudo que faço, particularmente no período em que estive na Vice-Presidência da República e também na MOMEP. Heloisa cuidou do nosso filho Heleno e dos estudos” Dona Heloisa Helena é artista plástica e responsável pela decoração da casa, os objetos de arte elaborados por ela são maravilhosos.Comentamos com o entrevistado sobre a possibilidade de se efetuar permuta com o Município da área reservada ao exercito, vez que essa área é extensa e compreende um local que poderia estar servindo para melhorar a infra-estrutura do município. “De fato, o Executivo Municipal apresentou uma proposta que está sendo analizada pelo Comando da 9ª Região Militar em Campo Grande, Na verdade são duas áreas pertencentes ao exercito que a Prefeitura demonstrou interesse”Pedimos que falasse algo sobre Ponta Porã, se gosta daqui “Claro que sim, afinal minha esposa e meu único filho são pontaporanenses. Este é um Município que tem plenas condições de ter um excelente desenvolvimento sócio-econômico”
E citou Maxwell Maltz: “A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades”.
“Meu desejo é que Ponta Porã se torne uma cidade cada vez melhor"

20 dezembro, 2005

FALANDO SÉRIO.

Certa vez
Ainda criança fui obrigada a ler “Março” quase uma ode ao General Geisel. Péssima leitura, não recomendo. Mas li “Che Guevara” e “Neruda”, então, meu pai sargento do exército passou a me chamar de pequena subversiva.

O tempo passou
Veio a abertura política, trazendo com ela a anistia aos exilados, a liberdade de expressão e vários outros princípios consagrados pela Constituição Federal.

E de todas as policias, a Federal sempre foi mais respeitada, composta por agentes de elite combatendo fortemente os crimes de tráfico, evasão de divisas e mais recentemente a pirataria.

Legado
Da era militar, o Exercito hoje em dia participa ativamente de ações sociais, “braço forte, mão amiga” talvez como forma de redenção pela época ditatorial, seja como for, os militares respeitam e auxiliam os civis. Muito bom.

Lamentável
Portanto realmente é lamentável o triste episódio ocorrido no fim-de-semana em uma danceteria da cidade, quando agentes federais digladiaram entre si, além de agredir um civil e sua esposa. Tudo isso diante de dezenas de civis.

Informaram-nos que os brigões bateram ainda em um tenente do exército, cidadão honrado e cumpridor de seus deveres que ao ver o espancamento, optou por intervir. Resultado. O militar acabou apanhando também.

Levou uma coronhada no rosto e seu agressor, completamente descontrolado, chegou a perder a pistola, e, como se acometido de delírios persecutórios passou a procurar a tal arma dentro dos veículos que ali estacionavam.

Perguntamos
O que leva esses homens que deveriam nos proteger a se tornarem agressores, batendo em senhoras da sociedade e agredindo oficiais do exército?

Há 30 anos
Esses subversivos já estariam nos porões do DOI/CODI. Mas hoje em dia um pedido de desculpas encerrou o caso.

Há 36 anos
Uma gurizada se reunia ali na Duque de Caxias para jogar bola em um terreno sob a fiscalização da proprietária D. Yolanda Tavares (já falecida). Era o denominado “campinho das quatro mangueiras”

Entre os assíduos freqüentadores do campo de futebol estavam Flávio Kayatt, Luis Catarino, Henrique Grion Filho, Vargas, Ézio, Joca Caimare, Luiz Tarlei e seu irmão Bilo, Edgar Peixoto (Degue), Lúcio Prado, Celso Provenzano, Lúcio de Souza, Augusto Bueno de Oliveira, João Franco, Pedro Radeke, Sazão, Joãozinho Tavares e os saudosos Fábio Kayatt e Juninho Tavares.
Faltas violentas
Eram cometidas pelos guris, após isso, vinha um pedido de desculpa e tudo ficava resolvido, mas os hematomas e as dores permaneciam naqueles que sofriam as faltas.

Exemplo a ser seguido
Dona Yolanda resolveu providenciar uma reunião entre as equipes e ficou decidido que os pedidos de desculpas seriam banidos da regra do “campinho quatro mangueiras”, pelo menos no campinho que ficava no terreno de D. Yolanda. Não bater para não ter que pedir desculpas.

Foi a solução
Nada de faltas violentas, porque é muito melhor não bater, não agredir para não passar o constrangimento de ter a cara-de-pau de simplesmente pedir desculpas. Aquele gesto serviu de exemplo para a vida, pois aqueles guris, hoje em dia são todos homens de bem. Essa é a regra do jogo da vida. PAZ

Mudando de assunto
Sábado passado o Comandante da Base da Policia Rodoviária Estadual, Sgto Marcílio Dias, recebeu muitos amigos para a confraternização anual pré-natalina. O churrasco foi no Clube Social São Luiz, naquele distrito.

Causos
Lá mesmo no São Luiz conversei com Lourival Quinzani, Juca Both e Gilmar Corbari, este último jurou ser meu leitor de carteirinha.

Conversa vai, conversa vem, o Juca pediu auxilio logístico ao Corbari para uma festa da comunidade, de imediato o gaúcho não se fez de rogado e além da ajuda, doou também uma novilha.

Porém, como mais tarde fiquei sabendo que o Corbari é campeão em contos de “causos gauchescos” optamos, Juca Both, Lourival Quinzani e eu em formalizar a doação, tornando pública através desta coluna que será anexada no quadro de avisos daquele clube.

Lindo, Lindo
O Paço Municipal. Agora sim a CASA está reformada, arrumada, limpa e decorada. Só falta arrumar o problema dos moradores da casa (os servidores públicos de carreira), através de um salário digno, nada de barriga vazia. O contrário seria viver de aparência como tantos.

Sabemos que o dinheiro da reforma provém de um empréstimo bem antigo contraído do Banco Mundial e que só não foi utilizado anteriormente por pura incompetência e que qualquer reposição salarial com esse dinheiro caracterizaria desvio de finalidade.

Embora (conforme nos informaram) a reposição salarial tenha feito parte do orçamento do ano anterior, não foi utilizada.

Outras fontes nos disseram que apartir do próximo ano, nosso Prefeito estará investindo nos bairros, com muito verde e áreas de lazer para a juventude, depois obras, e nós ficaremos com nossa reposição salarial para o ultimo ano de seu mandato.

Não quero acreditar nessa fonte de informação, porque tenho certeza absoluta que o Prefeito Flávio Kayatt sonha e realizará a valorização dos “moradores da casa” que ele mesmo arrumou.

Agradecimentos

Esta é a ultima coluna do ano, mas em breve estaremos de volta trazendo noticias locais. Desejo um feliz natal e próspero ano novo a todos os pontaporanenses, em especial ao pessoal do Jornal da Praça, do qual continuarei sendo colaboradora e que me acolheu com carinho. Aos meus colegas, funcionários públicos que este ano não pude trocar presentes de amigo secreto, do fundo coração desejo muita paz e prosperidade. Em especial para o leitor Valdemir Almino, Dr. Mauricio Cândia, Tenente Coronel Rogério Gomes da Costa e Heloisa Helena, minha amiga da vida inteira Lurdes do Amaral e Luiz do Amaral, Fernando Pereira, Rose Olmedo, Bento Marques e Dorilio Soares de Aral Moreira, Karen e Flávio Guimarães, Ana Lucia Mangine, Júlia Aparecida de Lima, Prefeito de Antonio João Junei Marques, João Baptista Pissini e Francisca, Nelson de Simone, João de Souza, Dr. Hindo, Osmar de Mattos, Ezzat Georges, Álvaro Soares e Maristela e tantas outras pessoas maravilhosas. Vou parando por aqui, pois o Zadir me disse que não caberão todos na coluna. Mas cabem no Coração. Obrigada.
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