14 setembro, 2006

NÃO HÁ CONQUISTAS SEM RENÚNCIAS


Não há conquistas sem renúncias


Este artigo não pretende lançar teorias sobre grandes conquistas, apenas relata a experiência de quem paga o preço pela conquista de um espaço, elucida qualquer dúvida quanto à existência de seres conscientes de que quanto maiores seus desejos, maior deve ser o esforço empreendido e que quanto mais rápido se almeja algo, mais apressados devem ser seus passos, posto que a vida é frágil e o tempo passa rapidamente.

Quem luta por um ideal é auto-destrutivo e costuma sacrificar um nobre trabalho renunciando o necessário. É tão anti-vital que sacrifica seus próprios rendimentos pelo prazer dos que não merecem sacrifícios, acabando por privar dos resultados àqueles que merecem.

Tudo é processo de depuração e nele não há vítimas, até terceiros que não mereciam sofrer ao passarem privações seus espíritos se elevam. Sim, o sofrimento ensina.

Algozes também não há, são apenas espíritos instintivos, afinal, somos humanos e cada um tem seu grau de evolução e isso independe da escolarização. Os Kardecistas explicariam melhor esse grau de evolução dos terráqueos.

E porque o mundo finge amar quando na verdade odeia os idealistas? A resposta é simples, porque sonhar é um martírio, querer o bem é uma grande dor e os Reis só amam os bajuladores. Os idealistas estão fadados à eterna solidão, renunciando a tudo pela conquista de um sonho, se esquecem que são mártires. Tiradentes jamais teria sido enforcado e esquartejado se fosse subserviente e Joana D´arc teria morrido velha e rica.

Não, não é nada bom ser idealista sejam, pois, egoístas. Os egoístas são felizes, não pensam no coletivo, são excelentes pais de família, ao contrário do idealista, eles não escancaram o coração nem expõem a vida pessoal, coisa que o idealista adora fazer, e tem mais o idealista se curva somente perante Deus, O Criador do Universo. Eis a razão pela qual os egoístas tanto temem o idealista, pois este só se fortalece a cada golpe e ao ser derrotado morre em pé, mas não admite viver a vida ajoelhado.

Sempre se travarão batalhas entre ambos, pois o primeiro sabe que nunca terá como servo o segundo.

Sendo sozinho e perseguido, nos momentos difíceis não é ajudado, não tem paz nem para trabalhar. Na vitória é exaltado, mas é livre, não deve nada a ninguém. O idealista sofre de uma angustia que o desola e que chamam de loucura, nesses momentos cria e recria e conquista vitória para todos, inclusive, para àqueles que lhe rotulam de loucos e infelizes.

Ser idealista é ser louco e infeliz, pois só os loucos trabalham tanto para a felicidade alheia e para o conforto coletivo.

Feliz e normal deve ser o egoísta, pois se acha eterno, vegeta, nunca pensa.
Infeliz é o idealista, não vê diferenças entre ele e os egoístas. Sabe que não é eterno, que será sempre pobre e, por ironia, mesmo que se esquive dos egoístas todos os dias, ele sabe que chegará a hora em que todos terão o mesmo endereço: Rua Rio Branco, s/n, bairro da saudade.

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