22 setembro, 2010

CASA CIVIL


O negócio não anda bem para os lados do Palácio do Planalto. Depois de pedir demissão, Erenice Guerra anda reclamando de abandono por parte da candidata petista, que nem seus telefonemas tem atendido. Erenice é considerada um braço forte de Dilma Rousseff e os mais afoitos estão loucos para que ela resolva falar realmente tudo o que sabe.


Só para registro, o Lulla nega, Dilma nega e todos os petistas de maior patente simplesmente não sabiam “e querem uma apuração enérgica” dos fatos. Acontece que após quase oito anos do atual governo, nove ministros se envolveram em escândalos, dois só da Casa Civil tido como o mais importante dos Ministérios. E curiosamente, o discurso do presidente e de seus aliados é sempre o mesmo: “Nunca na história deste País..., Vamos averiguar e cortar na carne se preciso for..., Não tinha conhecimento que isso era feito desta maneira”.



A última foi durante um comício neste fim de semana, quando o presidente destilou a sua ira contra a revista Veja e alguns jornais, mas, as denúncias não foram em vão, pois a ex ministra da Casa Civil não agüentou uma semana e pediu “para vazar”. Alguém deve lembrá-lo que a imprensa no Brasil é livre e que quando as denúncias eram contra os seus adversários, ele não ficava tão bravo assim. Porque será? Depois tem coleguinha me chamando de terrorista intelectual. Fala sério.

MALDIÇÃO DO VICE

Um fato histórico nos chama a atenção neste período: todas as vezes que o vice presidente foi do PMDB, por alguma circunstância do destino, o partido assumiu o principal cargo do País. Isto acontece desde que os militares deixaram o poder. O primeiro foi o Sarney, que assumiu após a morte do Tancredo. Depois da queda de Collor, quem assumiu foi o Itamar Franco, que tinha ido dar umas voltas em outros partidos, mas quando assumiu estava no PMDB. Os dois únicos que conseguiram concluir os oito anos foram Fernando Henrique Cardoso – PSDB – porque o seu vice era do antigo PFL e, o Lula, que tem no PR o seu vice José de Alencar. Como o vice da Dilma ‘e do PMDB, e o Lulla, é considerado um tremendo pé frio, alguns membros do partido já estão apostando que o partido do saudoso Ulysses venha a assumir a Presidência.

TUDO OU NADA

O partido da estrela partiu para o tudo ou nada na reta final da campanha. A tradicional caminhada da primavera aconteceu no último sábado em Campo Grande e atraiu cerca de vinte mil pessoas. Zeca do PT fez ao final um discurso para os que acompanharam. Um fato chamou atenção: o senador galã Delcídio do Amaral esteve presente, caminhou de mãos dadas com o Zeca e a sua Vice Tatiana, tentando mostrar que o partido da estrela está unido. Outro que também deu as caras foi o candidato ao senado Dagoberto Nogueira.


RICO

O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi – sem partido – teve por decisão do Tribunal de Justiça, os seus bens seqüestrados. Entre eles estão uma fazenda, cabeças de gado e três lotes urbanos adquiridos entre 2008 e 2010. Ele precisaria de trinta e dois meses do seu salário integral só para poder pagar a fazenda “Revolta”, um dos bens seqüestrados. Seu patrimônio pulou de trezentos e oitenta mil em 2008 para 1,3 milhão em 2010. É o poder da multiplicação. Fala Sério.

SEO VIVITO

No dia 22 de setembro de 1925, nascia o patriarca de uma das mais tradicionais famílias de Ponta Porã: Digno Torres Gimenez, o Seo Vivito. Homem honesto, de fibra e coragem como poucos. Que trabalhou até os últimos dias de vida dos seus oitenta e cinco anos, e, criou todos os seus filhos apenas com o fruto do trabalho quase artesanal de marcenaria e ferraria, que antes do sol nascer já estava funcionando. Hoje é um dia de saudade para a Família Gimenez. E para os que ficaram o exemplo de vida do Seo Vivito que deve ser sempre seguido.

AGRADECIMENTOS

Agradeço aos leitores e colaboradores que são a razão do sucesso desta coluna, em especial Walkiria Capusso; Soraia Mahmoud; Patrícia Caffarena aniversariante do dia 20/09, Ever Baggio 21/09; Pedro Reinaldo 22/09 e a minha querida Dirce Pacheco Miranda Gimenez. Obrigada. Semana que vem tem mais.
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