* ELIZ SALDANHA
Frase bastante utilizada nos jogos de futebol quando um time é campeão, sempre tem um torcedor que levanta um cartaz com esses dizeres: eu já sabia.
De tão comum que é ver a frase acima estampada em faixas, cartazes e que é sistematicamente exibida pelas emissoras de televisão, nos estádios, ao final de uma partida, cujo resultado já era obvio, passou a ser utilizada nas piadas realizadas pela oposição, apenas para mostrar o que já estava escrito, maktube. E que todos estavam cientes do resultado final. Da verdade nua e crua - que escrevo sempre em petitórios do meu oficio, resta dizer que é sim a verdade, tal qual a baleia que sobe sempre à tona para respirar.
Mas não é sobre o futebol que desejo escrever, quero sim discorrer sobre a política e sorrateiramente dizer aquilo que já sabia: Ponta Porã não elegeria nenhum deputado, principalmente após a cassação de registro do candidato Chico Gimenez. Não quero ainda dizer com isso que só o Gimenez tinha condições de se eleger. Nada disso. Penso que nem mesmo ele se elegeria. Com isso, também não pretendo traçar o perfil dos demais candidatos.
A idéia é mostrar aquela velha tese que foi defendida por varias pessoas em especial pelo prefeito Flavio Kayatt, sobre a divisão de voto e suas implicações em deixar Ponta Porã, novamente sem representantes legítimos. Tanto na Assembléia Estadual quanto na Câmara Federal.
A Princesa dos Ervais não elege seus próprios deputados, em virtude da profusão de candidatos. E mesmo que a vontade dos eleitores fosse eleger um pontaporanense havia muitos candidatos, fato que pulverizou os votos.
E o outro dado, que corrobora essa minha tese, é que do total de eleitores pontaporanenses, talvez 80% pretendiam votar em candidatos locais, o que faria esse total cair para certo número de votos, que multiplicados pelos índices de cada um nas pesquisas, não garantiria o coeficiente para nenhum deles. Isso é matemática e a regra é clara. É o tal 2+2=4. Punto e basta!
É certo que inicialmente alguns políticos estiveram propensos a formar alianças, porém outros não agiram de forma coletiva, apenas de acordo com suas vaidades e ambições pessoais, ficando só no tal blá blá blá. E deu no que deu. É assim que as grandes promessas se transformam nas maiores derrotas pessoais. Para tanto basta lembrar-se daquele político que insistiu em não terminar os mandatos (deputado estadual, prefeito e deputado federal) ou daquele outro, simples e cativante, que uma vez no poder cercou-se de pessoas descomprometidas com o progresso de Ponta Porã e desde então não se elegeu mais. Na verdade, ambos não se elegem
Voltando ao presente, o que existiu neste pleito foi uma profusão de grupos. O grupo do prefeito Kayatt, o grupo do Chico Gimenez, o grupo do PT, o grupo do Álvaro Soares, este (o candidato) que tropeçou no caminho ao ousar propalar que era o único candidato com chances reais de se eleger. Nada disso.
Chances tiveram todos os candidatos, principalmente aqueles que não achincalharam a moral de ninguém, apresentaram boas propostas, não foram truculentos, nem negaram os apoios recebidos, nem disseram que não poderiam ser vistos com este ou aquele cidadão que lhe apoiava para que não tivesse sua honra(?) manchada, não trataram seus apoiadores pelas costas como leprosos. Com isto não estou afirmando que algum candidato tenha praticado tamanha ingratidão. Nada disso.
Ademais, não sou o Eleandro Passaia, não gravei a conversa de ninguém, apenas presenciei e ouvi e o que está gravado em minha memória e divido com o leitor.
Assim, para quem acende uma vela para Deus e outra para o diabo, restou a lição sábia das urnas: Água e vinho não se misturam. É preciso ouvir a população, possuir bom comportamento social, é preciso comprometer-se verdadeiramente com o coletivo deixando de lado projetos individuais e, sobretudo, ser humilde para só então recomeçar, afinal, assim é a vida, um eterno recomeço.
*Advogada, articulista do JR e torcedora fanática por Ponta Porã, entristecida em levantar este cartaz, mas sinceramente, EU JÁ SABIA!
Este blog é para quem gosta de falar sério sobre assuntos sérios, de forma simples e poética.
04 outubro, 2010
22 setembro, 2010
CASA CIVIL
O negócio não anda bem para os lados do Palácio do Planalto. Depois de pedir demissão, Erenice Guerra anda reclamando de abandono por parte da candidata petista, que nem seus telefonemas tem atendido. Erenice é considerada um braço forte de Dilma Rousseff e os mais afoitos estão loucos para que ela resolva falar realmente tudo o que sabe.
Só para registro, o Lulla nega, Dilma nega e todos os petistas de maior patente simplesmente não sabiam “e querem uma apuração enérgica” dos fatos. Acontece que após quase oito anos do atual governo, nove ministros se envolveram em escândalos, dois só da Casa Civil tido como o mais importante dos Ministérios. E curiosamente, o discurso do presidente e de seus aliados é sempre o mesmo: “Nunca na história deste País..., Vamos averiguar e cortar na carne se preciso for..., Não tinha conhecimento que isso era feito desta maneira”.
A última foi durante um comício neste fim de semana, quando o presidente destilou a sua ira contra a revista Veja e alguns jornais, mas, as denúncias não foram em vão, pois a ex ministra da Casa Civil não agüentou uma semana e pediu “para vazar”. Alguém deve lembrá-lo que a imprensa no Brasil é livre e que quando as denúncias eram contra os seus adversários, ele não ficava tão bravo assim. Porque será? Depois tem coleguinha me chamando de terrorista intelectual. Fala sério.
MALDIÇÃO DO VICE
Um fato histórico nos chama a atenção neste período: todas as vezes que o vice presidente foi do PMDB, por alguma circunstância do destino, o partido assumiu o principal cargo do País. Isto acontece desde que os militares deixaram o poder. O primeiro foi o Sarney, que assumiu após a morte do Tancredo. Depois da queda de Collor, quem assumiu foi o Itamar Franco, que tinha ido dar umas voltas em outros partidos, mas quando assumiu estava no PMDB. Os dois únicos que conseguiram concluir os oito anos foram Fernando Henrique Cardoso – PSDB – porque o seu vice era do antigo PFL e, o Lula, que tem no PR o seu vice José de Alencar. Como o vice da Dilma ‘e do PMDB, e o Lulla, é considerado um tremendo pé frio, alguns membros do partido já estão apostando que o partido do saudoso Ulysses venha a assumir a Presidência.
TUDO OU NADA
O partido da estrela partiu para o tudo ou nada na reta final da campanha. A tradicional caminhada da primavera aconteceu no último sábado em Campo Grande e atraiu cerca de vinte mil pessoas. Zeca do PT fez ao final um discurso para os que acompanharam. Um fato chamou atenção: o senador galã Delcídio do Amaral esteve presente, caminhou de mãos dadas com o Zeca e a sua Vice Tatiana, tentando mostrar que o partido da estrela está unido. Outro que também deu as caras foi o candidato ao senado Dagoberto Nogueira.
RICO
O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi – sem partido – teve por decisão do Tribunal de Justiça, os seus bens seqüestrados. Entre eles estão uma fazenda, cabeças de gado e três lotes urbanos adquiridos entre 2008 e 2010. Ele precisaria de trinta e dois meses do seu salário integral só para poder pagar a fazenda “Revolta”, um dos bens seqüestrados. Seu patrimônio pulou de trezentos e oitenta mil em 2008 para 1,3 milhão em 2010. É o poder da multiplicação. Fala Sério.
SEO VIVITO
No dia 22 de setembro de 1925, nascia o patriarca de uma das mais tradicionais famílias de Ponta Porã: Digno Torres Gimenez, o Seo Vivito. Homem honesto, de fibra e coragem como poucos. Que trabalhou até os últimos dias de vida dos seus oitenta e cinco anos, e, criou todos os seus filhos apenas com o fruto do trabalho quase artesanal de marcenaria e ferraria, que antes do sol nascer já estava funcionando. Hoje é um dia de saudade para a Família Gimenez. E para os que ficaram o exemplo de vida do Seo Vivito que deve ser sempre seguido.
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos leitores e colaboradores que são a razão do sucesso desta coluna, em especial Walkiria Capusso; Soraia Mahmoud; Patrícia Caffarena aniversariante do dia 20/09, Ever Baggio 21/09; Pedro Reinaldo 22/09 e a minha querida Dirce Pacheco Miranda Gimenez. Obrigada. Semana que vem tem mais.
O negócio não anda bem para os lados do Palácio do Planalto. Depois de pedir demissão, Erenice Guerra anda reclamando de abandono por parte da candidata petista, que nem seus telefonemas tem atendido. Erenice é considerada um braço forte de Dilma Rousseff e os mais afoitos estão loucos para que ela resolva falar realmente tudo o que sabe.
Só para registro, o Lulla nega, Dilma nega e todos os petistas de maior patente simplesmente não sabiam “e querem uma apuração enérgica” dos fatos. Acontece que após quase oito anos do atual governo, nove ministros se envolveram em escândalos, dois só da Casa Civil tido como o mais importante dos Ministérios. E curiosamente, o discurso do presidente e de seus aliados é sempre o mesmo: “Nunca na história deste País..., Vamos averiguar e cortar na carne se preciso for..., Não tinha conhecimento que isso era feito desta maneira”.
A última foi durante um comício neste fim de semana, quando o presidente destilou a sua ira contra a revista Veja e alguns jornais, mas, as denúncias não foram em vão, pois a ex ministra da Casa Civil não agüentou uma semana e pediu “para vazar”. Alguém deve lembrá-lo que a imprensa no Brasil é livre e que quando as denúncias eram contra os seus adversários, ele não ficava tão bravo assim. Porque será? Depois tem coleguinha me chamando de terrorista intelectual. Fala sério.
MALDIÇÃO DO VICE
Um fato histórico nos chama a atenção neste período: todas as vezes que o vice presidente foi do PMDB, por alguma circunstância do destino, o partido assumiu o principal cargo do País. Isto acontece desde que os militares deixaram o poder. O primeiro foi o Sarney, que assumiu após a morte do Tancredo. Depois da queda de Collor, quem assumiu foi o Itamar Franco, que tinha ido dar umas voltas em outros partidos, mas quando assumiu estava no PMDB. Os dois únicos que conseguiram concluir os oito anos foram Fernando Henrique Cardoso – PSDB – porque o seu vice era do antigo PFL e, o Lula, que tem no PR o seu vice José de Alencar. Como o vice da Dilma ‘e do PMDB, e o Lulla, é considerado um tremendo pé frio, alguns membros do partido já estão apostando que o partido do saudoso Ulysses venha a assumir a Presidência.
TUDO OU NADA
O partido da estrela partiu para o tudo ou nada na reta final da campanha. A tradicional caminhada da primavera aconteceu no último sábado em Campo Grande e atraiu cerca de vinte mil pessoas. Zeca do PT fez ao final um discurso para os que acompanharam. Um fato chamou atenção: o senador galã Delcídio do Amaral esteve presente, caminhou de mãos dadas com o Zeca e a sua Vice Tatiana, tentando mostrar que o partido da estrela está unido. Outro que também deu as caras foi o candidato ao senado Dagoberto Nogueira.
RICO
O prefeito afastado de Dourados, Ari Artuzi – sem partido – teve por decisão do Tribunal de Justiça, os seus bens seqüestrados. Entre eles estão uma fazenda, cabeças de gado e três lotes urbanos adquiridos entre 2008 e 2010. Ele precisaria de trinta e dois meses do seu salário integral só para poder pagar a fazenda “Revolta”, um dos bens seqüestrados. Seu patrimônio pulou de trezentos e oitenta mil em 2008 para 1,3 milhão em 2010. É o poder da multiplicação. Fala Sério.
SEO VIVITO
No dia 22 de setembro de 1925, nascia o patriarca de uma das mais tradicionais famílias de Ponta Porã: Digno Torres Gimenez, o Seo Vivito. Homem honesto, de fibra e coragem como poucos. Que trabalhou até os últimos dias de vida dos seus oitenta e cinco anos, e, criou todos os seus filhos apenas com o fruto do trabalho quase artesanal de marcenaria e ferraria, que antes do sol nascer já estava funcionando. Hoje é um dia de saudade para a Família Gimenez. E para os que ficaram o exemplo de vida do Seo Vivito que deve ser sempre seguido.
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos leitores e colaboradores que são a razão do sucesso desta coluna, em especial Walkiria Capusso; Soraia Mahmoud; Patrícia Caffarena aniversariante do dia 20/09, Ever Baggio 21/09; Pedro Reinaldo 22/09 e a minha querida Dirce Pacheco Miranda Gimenez. Obrigada. Semana que vem tem mais.
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