24 março, 2010

Delcidio do Amaral

DENGUE


O Senador Delcídio do Amaral (PT) precisou cancelar sua agenda no interior do estado. Sentindo forte dor de cabeça, febre intermitente e mal estar constante, se não for praga do Zeca do PT, só pode ser dengue. Ontem o Senador passou por exames em Campo Grande e aguarda-se o resultado. O mosquito não perdoa ninguém, mas esperamos que seja uma simples virose.

FALAR EM PERDÃO

Todo cristão busca diariamente perdoar àqueles que o ofende. Mas, fala sério, perdoar não é nada fácil, principalmente quando a gente se depara frente a frente com o malfeitor. Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni foi obrigada a encarar o casal Nardoni, que “supostamente” assassinou sua filha.


Acompanhando o noticiário, ouvi diversas vezes que a “Jatobá” sentia um pouco de ciúmes da pequena Isabella e que a odiava, mas não odiava muito. Tenha a santa paciência, só quem já presenciou o ódio de um adulto contra uma criança, pode afirmar que não existe meio ódio, nem um pouquinho de ciúmes. O mal praticado por um adulto contra uma inocente criança não pode ser minimizado, aliás, porque nada torna possível o perdão, para esse mal não existe superação. Nem mesmo uma separação.


TRÂNSITO

Um verdadeiro caos, assim está o trânsito de Ponta Porã. O motorista sai de casa para ir ao Banco, Correio, ou até mesmo fazer compras e de longe avista uma vaga, aciona o sinal e se prepara para estacionar quando de repente se depara com uma moto tranquilamente estacionada a menos de 10 metros do local exclusivo para motos.


A folga é tanta que as motos, mesmo possuindo local apropriado para estacionar, se postam também na vaga exclusiva para veículos, caminhões, corpo de bombeiros, deficientes e, pasmem, até na vaga exclusiva da policia.


MOTOS

Nada contra os motociclistas, pessoas de bem, maioria trabalhadora, que não merece perder seu meio de transporte, haja vista que o passe de ônibus está pela hora da morte.

O Código de Trânsito Brasileiro dedica uma atenção especial à segurança das motos, impondo uma série de restrições para aqueles, que correm muito mais perigo do que os condutores de outros veículos.

De acordo com o artigo 54 do Código de Transito BRASILEIRO, os motociclistas só podem circular se estiverem usando capacete, os passageiros também estão obrigados a usar os mesmos acessórios. As motos devem transitar sempre à direita da pista, sendo proibido circular na faixa expressa e nas calçadas, constituindo infração gravíssima transportar criança de menos de 7 anos. Mas isso só serve para as motos brasileiras que freiam ao passar pelas lombadas mas são ultrapassadas em alta velocidade pelas motos com placas paraguaias. Adivinhem quem paga a multa?


SERIA ENGRAÇADO

Se não fosse triste, pois quem circula diariamente pelo centro da cidade presencia cada situação hilária. Ontem por exemplo quando esta colunista dirigia na Avenida Brasil, de repente presencia um abalroamento envolvendo pelo menos 04 motociclistas que se chocaram causando embaraço no trânsito. Mas não é que já foram caindo em pé, levantando a motoca e trocando impalperios entre si.

Parei de imediato e ofereci ajuda, e leiam o que ouvi: - Ô dona, a gente ta com pressa, não se mete não e não precisa chamar a policia se não a gente chega atrasado. Fazer o que? Segui o meu percurso, não consegui estacionar nas vagas para veículos (tinha sempre um moto no caminho), resolvi deixar o carro em casa e seguir a pé, mas dois respeitáveis senhores precisavam conversar dentro do carro, lógico, cada um dentro do seu, lado a lado. Então fiquei aguardando o colóquio terminar, enquanto meia dúzia de veículos buzinavam e motoristas xingavam, adivinhem quem? Não conheço, mas sinto-me em Bangladesh ou na Índia.

CONCLUSÃO

No nosso trânsito fronteiriço, multas, apreensões, prisão, nada disso adianta. Não é caso de policia. O que esta faltando mesmo é educação para o transito.


AGRADECIMENTOS

Agradeço aos leitores que fazem o sucesso desta coluna, em especial as minhas colegas de trabalho, mulheres de fibra: Brasilina dos Santos; Maria Rodrigues; Tereza Pessoa; Rosimari Bosco; Miguela Silveira; Verginia Ramirez; Elizangela, Elza e Cleny.

Obrigada. Semana que vem tem mais.

20 março, 2010

AO GAPP - Agradecimento a homenagem recebida pelo Grupo de Apoio às Pessoas Convivendo com o Virus HIV/AIDS

QUERIDA SIMONI,


Ser voluntário é ser divino, é ser humano é ser ninguém.

Abraçar uma causa é abraçar a si mesmo, para que com a realização do outro, a gente se realize também.

O voluntário pode ser grande, pode ser pequeno, pode ser relapso pois em suas mãos está o livre arbítrio. É ser ou não ser, é deixar o coração levar para qualquer caminho, é poder voar, errar e quando se arrepender é poder voltar.

A divindade do voluntário reside no fato de que se torna anjo para àqueles cuja esperança há muito se esvaiu. Homem e mulher comum, pecador e pecadora que num momento supremo é elevado ao grau de santidade.

Meu Deus! Quanto inversão. Sou o anjo desses anjos sou a santa desses santos, sou a esperança desses excluídos, mesmo sendo humana, mesmo sendo ninguém.

Me entristece quando olho para trás, foram tantas vezes que me omiti ao receber o chamado, estava envolvida somente comigo e com a necessidade do anonimato. Essa resistência em aparecer, essa insuportável leveza do ser. Ao Ser Superior sempre pedi apenas e tão somente a liberdade de ser feliz.

E durante muito tempo permaneci preocupada com o que achavam de mim, sobre o que pensavam ao meu respeito. Mas com o GAPP aprendi que pouco importa o que os outros acham de mim, o amor daqueles que pouco amor receberam nesta vida, é que me importa.

Amiga querida, sei que a minha vida, a tua vida, a nossa vida é efêmera, por isso nada mais me preocupa.

E hoje, ao receber esta grande homenagem, me redescobri. O que passou passou, e recebi neste dia, a oportunidade diária que só o amor dá. A oportunidade de recomeçar.

Por todo o exposto, afirmo sem medo de errar que se morrer amanhã, não estou preocupada, juridicamente o GAPP não ficará sozinho, com amor plantei a semente. Já tenho substituto, já posso me considerar dispensável.

Com meu suor formei meu filho, minha semente de amor que brotou neste terreno árido da vida, e que já foi regada com a decepção, com as perdas, com os infortúnios. E cresceu, se desenvolveu, e assim como eu descobriu que só há dois caminhos a seguir: o do bem ou o do bem, mesmo que seja pavimentado pelo amor ou pela dor. Nuno jamais irá abandonar o projeto que iniciei, disto tenho certeza absuluta.


O segredo consiste em começar como participante e virar facilitador. Isto é ser voluntário.

O GAPP DE PONTA PORÃ com todas as dificuldades pela qual passa pode ser considerado referencia nas fronteiras do País. Vencemos!

ELIZ SALDANHA
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